@Ryan Cullen

Eu não gosto muito de generalizar, então não irei dizer que todos grupos separatistas devem obter sua independência, mas parafraseando Rousseau: O poder do povo é incontestável, é soberano e não está limitado pelo direito.
Então, se há dentro de uma nação um grupo que se denomina como um povo diferente, um povo que não se “enquadra” em tal nação, por que não iria poder lutar por sua independência? O difícil é dotar dos meios necessários para consegui-la.

No caso da Escócia, muito provavelmente o país seria “viável”.
A Escócia é um país que explora muito o turismo - arrecada bilhões de dólares com isso -, e principalmente, possui as maiores reservas de petróleo da UE.
A Escócia poderia ter se tornado o primeiro país independente que logo em sua criação já seria um país desenvolvido. Logo de início já teria um dos maiores PIB per capita do mundo. Seria algo inédito.
Um dos problemas seria a criação de um serviço diplomático representativo de uma economia desenvolvida de um país que acabara de se tornar independente.

Com relação à moeda, penso que a Escócia poderia perfeitamente adotar a libra, mesmo que isso fosse contra o gosto do pessoal de Londres. Não acredito que a Escócia teria que pedir autorização aos londrinos para poder usar a libra, afinal, outros países como, por exemplo, o Equador, usam o dólar sem a necessidade da permissão dos EUA.
Mesmo que fosse possível a Escócia adotar logo de cara o Euro, não seria muito lógico pensar em uma união monetária sem que não viesse junto uma união fiscal.

Criar uma nova moeda seria bem complicado – sempre é complicado a criação de uma nova moeda -, pois aí, teria que provar aos investidores ter a competência para gerir sua própria moeda. E com isso, até ganhar a confiança dos mercados, poderia o país arcar com altíssimos juros sob os empréstimos.